terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Lua

Hoje cheguei a casa fatigada, de garganta áspera, com frio sob a luz da lua, essa lua que entra pela janela e atravessa os cortinados que possui as cores do por do sol. Essa lua que não conseguias ver sobre Lisboa da tua janela, essa luz que eu descrevia para ti, dizia-te pormenorizadamente a sua dimensão e o seu brilho, e a nossa mútua vontade de um dia a conhecer de perto.
Hoje chego e já a noite vai descendo, o meu quarto frio de luzes apagadas e persianas fechadas onde por entre as frechas entrava essa magnifica luz, é aí que algo me invade...abro a persiana e a lua situa-se exactamente no mesmo lugar, com a mesma luz e a mesma forma bem cheia. A lua hoje está igual aquela lua que te descrevi e as palavras que disseste transpareceram na minha cabeça.
Estas belas memórias, não passarão disso, memórias.
E tu continuarás aí, nesse teu mundo, talvez de ilusões, que eu continuo no meu, na ilusão de um dia poderes voltar, mesmo sabendo que isso nunca irá acontecer...

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