Linhas Cruzadas
terça-feira, 17 de abril de 2012
Palavras soltas, desejos dispersos, vontades subliminares.
Deitei-me a inventar.
No tecto do mundo.
Na cor do olhar.
Arrepios na pele.
O desejo fugaz.
Imagens construídas.
O sol de inverno.
A sede de Amor.
Saudade marcada na pele.
Ondas de calor a percorrer.
Desenhar caricias.
Objecto de desejo.
Memória do momento.
Vontade de repetir.
Explicação inexistente.
Querer mais e mais, sem poder.
Insegurança estúpida.
Vontade inútil.
Objectivo inatingível.
quinta-feira, 29 de março de 2012
I don't know anyting
Existe na minha alma um recanto que junta todas as palavras que conseguiam reproduzir o que eu senti quando te conheci, elas continuarão lá, pois não abriste a porta desta minha alma para que eu te pudesse proclama-las.
Já aceitei a tua ausência, e esporadicamente tenho recaídas e uma súbita vontade de falar contigo, mas pertences ao passado, e eu só quero viver o presente.
Obrigado por tudo o que me ensinaste, obrigado por tudo o que me incentivaste a fazer, obrigado por me teres valorizado e por teres depositado tamanha confiança em mim em tudo o que me segredaste, obrigado pelas tardes maravilhosas e pelos assuntos interessantíssimos que desenvolvemos juntos, obrigado por te teres preocupado tanto, obrigado por todas as genuínas gargalhadas, pelas horas ao telefone, por esperares por mim, por teres sido tão cavalheiro, Obrigado pelas imensas sensações fantásticas que despertaste em mim.
Podias ser complicado, inseguro, imprevisível...mas foste uma óptima surpresa, tu és o rapaz a que posso dizer que é diferente. E apesar de tudo, deste uma reviravolta na minha vida, fizeste-me acreditar no Amor novamente, mas principalmente fizeste-me acreditar em mim.
Obrigado.
Todas as palavras que esse meu recanto guarda continuará fechado só para mim.
quinta-feira, 22 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
.
Tu nunca serás tudo aquilo que ele sempre desejou, mas agora, és tu que ele escolheu.
E entretanto escrevo eu as minhas linhas, sem ele..
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Lua
Hoje cheguei a casa fatigada, de garganta áspera, com frio sob a luz da lua, essa lua que entra pela janela e atravessa os cortinados que possui as cores do por do sol. Essa lua que não conseguias ver sobre Lisboa da tua janela, essa luz que eu descrevia para ti, dizia-te pormenorizadamente a sua dimensão e o seu brilho, e a nossa mútua vontade de um dia a conhecer de perto.
Hoje chego e já a noite vai descendo, o meu quarto frio de luzes apagadas e persianas fechadas onde por entre as frechas entrava essa magnifica luz, é aí que algo me invade...abro a persiana e a lua situa-se exactamente no mesmo lugar, com a mesma luz e a mesma forma bem cheia. A lua hoje está igual aquela lua que te descrevi e as palavras que disseste transpareceram na minha cabeça.
Estas belas memórias, não passarão disso, memórias.
E tu continuarás aí, nesse teu mundo, talvez de ilusões, que eu continuo no meu, na ilusão de um dia poderes voltar, mesmo sabendo que isso nunca irá acontecer...
Hoje chego e já a noite vai descendo, o meu quarto frio de luzes apagadas e persianas fechadas onde por entre as frechas entrava essa magnifica luz, é aí que algo me invade...abro a persiana e a lua situa-se exactamente no mesmo lugar, com a mesma luz e a mesma forma bem cheia. A lua hoje está igual aquela lua que te descrevi e as palavras que disseste transpareceram na minha cabeça.
Estas belas memórias, não passarão disso, memórias.
E tu continuarás aí, nesse teu mundo, talvez de ilusões, que eu continuo no meu, na ilusão de um dia poderes voltar, mesmo sabendo que isso nunca irá acontecer...
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Cidade
“Quem de entre nós nunca acordou a meio da noite para fazer uma viagem impossível, seja porque as recordações nos agarram pela mão para nos conduzirem por avenidas desertas onde os castanheiros estremecem na alvoraçada, seja porque a nossa imaginação nos faz divisar os primeiros instantes do regresso, o momento em que, levantando os olhos, reconheceremos o céu da nossa cidade?”
"Paris" - Julien Green
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Inconstância
"Passei a vida a amar e a esquecer...
Atráz do sol dum dia outro a aquecer
As brumas dos atalhos por onde ando...
E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há-de partir também...nem eu sei quando..."
Florbela Espanca
Atráz do sol dum dia outro a aquecer
As brumas dos atalhos por onde ando...
E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há-de partir também...nem eu sei quando..."
Florbela Espanca
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