segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Green Eyes
Rascunhos da minha alma, desta minha alma marcada de esperança e inundada de sofrimento.
Mais uma vez entro por os nossos estreitos caminhos da Gulbenkian por onde a brisa de inverno passa e o teu perfume distingue-se nas notas esverdeadas dos passeios.
Custa muito suportar a dor de estares apaixonado por outra pessoa, aquela pelo qual esqueceste por instantes enquanto ela se esquecia de ti.
Como foi assim embora esse fascínio por mim? Esse teu fascínio desapareceu do teu peito tal como me escorreste por entre os dedos, até que, desapareci do teu coração.
E agora, a minha angústia alimenta-se do meu ser até que não reste nada e eu deixe de sentir a tua falta.
Escusado será dizer que vou continuar a vir aqui, pois é o único lugar onde te sinto perto de mim..mas por mais mal que me faça, não me fará pior do que a dor de não te ter.
As minhas saudades tuas
Ai esta Lisboa, as recordações que me trazem, trazem nesta brisa o teu perfume, trazem neste chão o teu sorriso, trazem em cada recanto todos os momentos maravilhosos que passei a teu lado, e a esperança que tenho de te encontrar por estas ruas, esta estúpida e idiota esperança que morre cada vez mais.
E este meu ser enganado, este meu rosto translúcido deixa em todas estas estreitas ruas a tristeza, de não te ver, de não te ter.
Sinto-me completamente impotente por ainda gostar de ti, por ainda pensar em ti, por ainda sequer achar que um dia poderás voltar..e vivo submersa neste sentimento que me assola todos os dias...
E este meu ser enganado, este meu rosto translúcido deixa em todas estas estreitas ruas a tristeza, de não te ver, de não te ter.
Sinto-me completamente impotente por ainda gostar de ti, por ainda pensar em ti, por ainda sequer achar que um dia poderás voltar..e vivo submersa neste sentimento que me assola todos os dias...
domingo, 1 de janeiro de 2012
Mudemos de assunto
"Andas aí a partir corações
Como quem parte um baralho de cartas
As tantas aos poucos, as tantas aos poucos eu fui percebendo, as tantas eu lá fui percebendo
As tantas eu lá fui tateando
As cegas eu lá fui conseguindo.
As cegas lá fui eu abrindo os olhos.
E nos teus olhos como espelhos partidos quis inventar uma outra narrativa
Eté que um ai me chegou aos ouvidos
Era só eu a remar á deriva."
Sérgio Godinho - Mudemos de Assunto
Como quem parte um baralho de cartas
As tantas aos poucos, as tantas aos poucos eu fui percebendo, as tantas eu lá fui percebendo
As tantas eu lá fui tateando
As cegas eu lá fui conseguindo.
As cegas lá fui eu abrindo os olhos.
E nos teus olhos como espelhos partidos quis inventar uma outra narrativa
Eté que um ai me chegou aos ouvidos
Era só eu a remar á deriva."
Sérgio Godinho - Mudemos de Assunto
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