quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

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Não sei nem como nem por onde começar, sei que tenho tanto para escorrer nesta folha branca que me faltam as palavra e até as letras e os pontos finais. Será porque eu não queria por um ponto final em ti, em nós. Isto se alguma vez houve um nós. De repente, sentada na minha cadeira de pele preta lembrei-me das horas ao telefone em que ouvia a tua maravilhosa voz e falávamos da lua, num repente abri a persiana fechada que separa o meu pequeno mundo do mundo exterior por onde andas…abro a janela, está um frio tremendo de inverno lá fora e o céu limpo estrelado mas sem lua…aquela lua linda e brilhante que eu descrevia para ti. E ao mesmo tempo que não vejo a lua não te vejo a ti. Sei que não tens saudades minhas, que não sentes a minha falta, que não passo de uma mera rapariga loirinha que se apaixonou em vão por ti. Dizias sentir que eu era tudo o que alguma vez desejaste, mas algo falhou, algo em mim não te despertou o interesse que nasceu dentro de mim. A sensação de estares perto é tão estranha, quando piso as ruas por onde andamos, quando passo pelos bancos onde nos sentamos.
Algo me invade, e as lágrimas tardavam…

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